Pelo segundo ano consecutivo Batatais participa de mostra cinematográfica de animação internacional.
Dia 28 de Outubro é o Dia Internacional da Animação! Foi nesta data em 1892 que Émile Reynaud realizou a primeira projeção do seu teatro óptico no Museu Grevin, em Paris (três anos antes do cinematógrafo ser apresentado pelos irmãos Lumiere). Essa projeção foi à primeira exibição pública de desenhos animados no mundo.
O Dia Internacional da Animação é organizado nacionalmente pela Associação Brasileira de Cinema de Animação - ABCA, contando com a parceria da Associação Internacional do Filme de Animação - ASIFA. Em 2010, na sétima edição da mostra nacional e nona mundial, o Dia Internacional da Animação será realizado em mais de 400 cidades brasileiras, em todos os estados e simultaneamente em 30 países. É o maior evento simultâneo do gênero realizado no país, contando com um grande apoio e participação do público, imprensa e profissionais da área. Além das exibições da mostra oficial, acontecerão várias atividades nas cidades participantes nos dias próximos ao evento, como mostras infantis, internacionais, mostra para deficientes auditivos, mostra para deficientes visuais e também oficinas, debates, palestras e exposições. O evento tem entrada franca e é sem fins lucrativos.
É uma oportunidade única para conferir curtas de animação que dificilmente serão exibidos em emissoras de TV e cinemas.
Em Batatais o evento ocorre no Teatro Municipal Fausto Bellini Degani contando com um diferencial do evento nacional: a apresentação de uma peça teatral do Grupo Plenitude. O Dia da Animação irá coincidir com o tradicional projeto Cultura de Quinta, e dessa forma os eventos somaram forças e além da exibição das animações será encenada a peça “Animus”.
“Animus” quer dizer “dar vida”. Daí deriva a origem da palavra animação, onde desenhos, bonecos, massinha, ganham movimento, expressões, sentimentos, enfim vida. A peça é composta por dois esquetes encenados entre a mostra nacional e internacional. O estudo do movimento é a base do espetáculo e casa perfeitamente com a coletânea de animações selecionadas para a mostra. Nela veremos os corpos dos atores dando vida as ações, cenários e todo o conjunto do espetáculo. Na segunda parte confrontaremos os dramas e vicissitudes de um famoso personagem de desenhos animados que entre lamurias e reclamações diverte a todos mostrando que a vida dos desenhos não é tão animada assim.
Os curtas internacionais contam com produções de Portugal, EUA, Egito, Indonésia, Africa do Sul, e até o cômico “Ooga Booga Samba Mamba” de Vaibhav Kumaresh realizado em 2007 na Índia.
A mostra nacional de animações está impecável com destaque para o curta “Como comer um elefante” de Jansen Raveira, além dos vencedores do Animamundi “O Divino, De Repente” de Fábio Yamaji e “Eu queria ser um monstro” dirigido por Marão.
Como no ano passado a mostra se estende até o final de semana com a realização no sábado da 2° Estação Animada a partir das 17 horas no sábado (dia 30), realizada pela Associação Estação Cultural. O evento voltado para crianças de todas as idades contará com a exibição de curtas de animação da mostra infantil, além de oficinas de animação stop-motion, zootrópio, exposições, entre outras atrações.
25/10/2010
11/10/2010
O Fórum Cultural e suas perspectivas.
QUAL A MINHA CULTURA?
Cultura. Sabemos de fato que imbróglio é esse? Vivemos em uma sociedade que há tempos vem cultuando e desenvolvendo a chamada cultura de massa. Somos guiados, programados e dirigido por meios de comunicação que nos dizem como agir, o que comer, vestir, etc. Adoramos determinado cantor, assistimos filmes, escolhemos produtos para compra graças aos filtros da mídia. Mas a mídia por si só não agrega todas as expressões culturais existentes. Ela aglomera desejos amplos e os conduz, misturando essa gama de produtos e transformando em um padrão único, com sabor artificial e que envolve um número gigantesco de pessoas: a massa. Daí a expressão cultura de massa.
Não é uma manifestação nova, pois remonta as batalhas dos gladiadores no coliseu romano, na chamada política do pão e circo. Na época a idéia era alimentar e entreter a população para manter a mesma sobre controle. Os meios de comunicação só potencializaram essa política.
Mas a cultura vai muito além disso. Ela trabalha expressões individuais ou de grupos, questões focadas, que muitas vezes estão longe dos grandes holofotes da mídia, mas quando apresentadas atingem a todos, gerando transformações sólidas. A cultura também mantém nossa memória e com isso perpetua nosso conhecimento para conduzir nossas ações presentes e futuras.
No ultimo final de semana Batatais viveu um momento especial com a realização de seu primeiro Fórum Cultural. Um espaço de compartilhar e debater cultura no município. Não foi um evento de público vasto, pois como toda ação cultural o público só se amplia com o habito e o investimento. Mas foi um passo adiante na construção da busca de um caminho cultural para nossa cidade.
Diferente de outras ações de políticas públicas, cultura não se faz somente administrativamente. É necessário plantar a semente e investir arduamente no processo. É uma ação de soma de políticas publicas, multiplicando a vocação da população e a união e abertura humilde para a experiência da troca na classe artística.
Durante o Fórum Cultural foi sistematizado um documento com base nas discussões que pode ser encontrado no blog na aba manifesto cultural. É apenas um manifesto, mas que carrega em sua essência expectativas e sugestões para potencializar a vivencia cultural no município. Não é apenas uma cobrança de compromissos do poder publico, mas de ações da própria classe artística e do publico em geral que são partes inseparáveis desse processo.
Mas além da relevante discussão cultural o Fórum permitiu fantásticos momentos de troca. A noite do dia 24 contou com apresentações de dança da academia Styllo Livre, mostrando duas gerações pensando na arte com a expressão corporal. As performances de Joice Bento mostraram a contemplação e o drama que pode haver no silencio dentro de uma apresentação. A Cia Nós lá em casa apresentou o casamento entre sonoridade e movimento, demonstrando a experimentação e o experimentar aos participantes. Encerrando a noite o núcleo teatral Evoé colocou em cena no espetáculo Teatrando as questões prementes das artes no município.
No sábado a noite (25) após os debates culturais no período da tarde foi aberta a exposição das obras de Bassano Vaccarini, que permanece na Estação Cultura por mais alguns dias disponível a visitação e as ações educativas. A abertura da exposição contou com especial emoção com a participação do Sr. Nacime Mansur, homenageado com o título de membro benemérito da Associação Estação Cultural, contando um de seus memoráveis causos. A noite seguiu plena de talento com a apresentação musical do grupo Mamulengo e com a peça teatral O Auto da Barca do Inferno, espetáculo de rua do grupo Athos.
O domingo (26) fechou o evento com a apresentação matinal do Café Concerto com participação da Banda Musical Municipal. Na parte da tarde o ritmo da apresentação deu lugar ao grupo Cangoma de Franca que faz uma releitura de ritmos tradicionais do país, como cirandas, maracatu, congada, etc. O grupo dividiu espaço com o projeto Bailação, que mostrou todo o ritmo de seus participantes, seja na street dance ou nas apresentações dos casais de mestre sala e porta bandeira. No lado externo da Estação Cultura o artista plástico Rodrigo Dalpicolo (R Chov) deu mais colorido a um dos muros do prédio com a realização de um grafite. Para encerrar o evento, roda de capoeira e um delicioso café com a filosofia Slow Food.
Troca, vivência, debate, sugestões, pensar o futuro cultural da cidade. É apenas o início. E que venha o segundo fórum.
22/09/2010
13/09/2010
1º Fórum Cultural de Batatais
Programação
24/09 (Sexta)
Teatro Municipal Fausto Beline Degani
19h30min Credenciamento;
20h00min Apresentações de dança de academias do município;
Cia. Nós Lá Em Casa;
Abertura Oficial do Fórum;
Apresentação Teatral Grupo Evoé: Teatrando.
25/09 (Sábado):
Estação Cultura Editor José Olympio
14h00min Palestra Políticas Públicas Culturais;
16:00min Plenárias e debates a respeito da cultura no município;
20h00min Abertura Exposição Bassano Vaccarini;
20h30min Banda Mamulengo;
21h30min Mostra de Curtas, atrações culturais variadas;
26/09 (Domingo):
Teatro Municipal Fausto Beline Degani
10h00min Café Concerto
Estação Cultura Editor José Olympio
14h00min Plenária com apreciação e aprovação do documento final do fórum.
15h00min Grupo Cangoma.
Informações e inscrições:
Espaço Somos: 3662-7984
Estação Cultura Editor José Olympio: 3761-7071
24/09 (Sexta)
Teatro Municipal Fausto Beline Degani
19h30min Credenciamento;
20h00min Apresentações de dança de academias do município;
Cia. Nós Lá Em Casa;
Abertura Oficial do Fórum;
Apresentação Teatral Grupo Evoé: Teatrando.
25/09 (Sábado):
Estação Cultura Editor José Olympio
14h00min Palestra Políticas Públicas Culturais;
16:00min Plenárias e debates a respeito da cultura no município;
20h00min Abertura Exposição Bassano Vaccarini;
20h30min Banda Mamulengo;
21h30min Mostra de Curtas, atrações culturais variadas;
26/09 (Domingo):
Teatro Municipal Fausto Beline Degani
10h00min Café Concerto
Estação Cultura Editor José Olympio
14h00min Plenária com apreciação e aprovação do documento final do fórum.
15h00min Grupo Cangoma.
Informações e inscrições:
Espaço Somos: 3662-7984
Estação Cultura Editor José Olympio: 3761-7071
27/08/2010
ESTAÇÃO À GOSTO: COMPARTILHANDO A CULTURA
No ultimo domingo, 22 de agosto a Estação Cultura sediou mais uma ação da Associação Estação Cultural. Gastronomia, música, artes plásticas e teatro foram a tônica do encontro.
A programação teve inicio com uma degustação realizada pelo Convivium Slow Food Campo Lindo Batatais. O movimento Slow Food segue o conceito da ecogastronomia, conjugando o prazer da alimentação com consciência ambiental e responsabilidade social, valorizando os pequenos produtores, o sabor a mesa e gerando a reflexão sobre as fortes conexões entre o prato e o planeta.

O ecogastronomo Fulvio Iermano capitaneou a degustação onde os participantes trocaram pratos e receitas, valorizando a tríade de princípios do Slow Food: BOM no sabor e aparência, LIMPO para o meio ambiente e conseqüentemente para o organismo e JUSTO socialmente.
Ainda no clima ecogastronomia foi exibido o curta-metragem Terra Madre People que documenta o tradicional encontro realizado pela Slow Food Internacional incentivando a troca de experiências de produtores rurais e integrantes do movimento de várias partes do mundo.
Na sala de exposições Antônio Gabriel de Sousa Agaso foram expostos trabalhos dos alunos de licenciatura em artes da Universidade de Franca realizados nas aulas do professor Leandro Siena.

As obras foram desenvolvidas com base em estampas de tecidos que tem caráter industrial fazendo com que as mesmas retomem um aspecto único, aproximando novamente do artesanal e conseqüentemente da arte.
A programação musical do evento contou com a banda Mamulengo. Além de um repertório de extremo bom gosto e qualidade a banda encantou a todos com a desenvoltura e o estilo diferenciado a cada apresentação.

A sintonia entre os integrantes da Mamulengo é realmente surpreendente e mostra que muito mais do que lançar modinhas as bandas dever ter espaço para executar aquilo que tem prazer em tocar. Essa é a receita certa de qualidade para músicos e publico. Do MPB ao pop temperado com o velho e bom samba a banda arrebenta na graça e estilo em qualquer apresentação.
A programação ainda contou com uma intervenção especialíssima em seu encerramento. O grupo teatral Athos fez a apresentação piloto da peça O Auto da Barca do Inferno, dentro do projeto Athos de Rua, um dos vencedores do Projeto Ademar Guerra desse ano. Criado em 1997, o projeto tem como objetivo principal propiciar orientação artística especializada a grupos teatrais em atividade no interior. Esta orientação se dá através da contratação e envio de profissionais de teatro para atuarem junto aos grupos selecionados, num processo pedagógico de acompanhamento de seus processos de pesquisa e montagem de espetáculos.

Neste dia o grupo Athos desenvolveu a atividade aberta ao público de compartilhamento de seus processos teatrais. A encenação do clássico de Gil Vicente, O Auto da Barca do Inferno, além de ser assistido, foi debatido pela platéia que pode mergulhar na criação dos personagens, adaptação do texto e estrutura da peça, em um exercício de criação coletiva. Um dado interessante é que o projeto estava sendo apresentado simultaneamente por 29 grupos de teatro, em 27 cidades diferentes do Estado de São Paulo.
A troca de experiências foi intensa entre atores e platéia, trazendo uma nova experiência teatral, não só pela participação criativa do publico como também pela encenação que contou com a rua em frente à Estação como palco.
O compartilhamento de experiências foi com certeza o ponto forte desse evento na Estação, seja na troca de sabores com o Slow Food, no intercambio de indústria e arte no trabalho dos alunos da Unifran, na partilha sonora da banda Mamulengo e na parceria criativa com o projeto Athos de Rua.
Fica aqui a dica: participe e principalmente compartilhe dos eventos realizados pela Associação Estação Cultural.
A programação teve inicio com uma degustação realizada pelo Convivium Slow Food Campo Lindo Batatais. O movimento Slow Food segue o conceito da ecogastronomia, conjugando o prazer da alimentação com consciência ambiental e responsabilidade social, valorizando os pequenos produtores, o sabor a mesa e gerando a reflexão sobre as fortes conexões entre o prato e o planeta.
O ecogastronomo Fulvio Iermano capitaneou a degustação onde os participantes trocaram pratos e receitas, valorizando a tríade de princípios do Slow Food: BOM no sabor e aparência, LIMPO para o meio ambiente e conseqüentemente para o organismo e JUSTO socialmente.
Ainda no clima ecogastronomia foi exibido o curta-metragem Terra Madre People que documenta o tradicional encontro realizado pela Slow Food Internacional incentivando a troca de experiências de produtores rurais e integrantes do movimento de várias partes do mundo.
Na sala de exposições Antônio Gabriel de Sousa Agaso foram expostos trabalhos dos alunos de licenciatura em artes da Universidade de Franca realizados nas aulas do professor Leandro Siena.
As obras foram desenvolvidas com base em estampas de tecidos que tem caráter industrial fazendo com que as mesmas retomem um aspecto único, aproximando novamente do artesanal e conseqüentemente da arte.
A programação musical do evento contou com a banda Mamulengo. Além de um repertório de extremo bom gosto e qualidade a banda encantou a todos com a desenvoltura e o estilo diferenciado a cada apresentação.
A sintonia entre os integrantes da Mamulengo é realmente surpreendente e mostra que muito mais do que lançar modinhas as bandas dever ter espaço para executar aquilo que tem prazer em tocar. Essa é a receita certa de qualidade para músicos e publico. Do MPB ao pop temperado com o velho e bom samba a banda arrebenta na graça e estilo em qualquer apresentação.
A programação ainda contou com uma intervenção especialíssima em seu encerramento. O grupo teatral Athos fez a apresentação piloto da peça O Auto da Barca do Inferno, dentro do projeto Athos de Rua, um dos vencedores do Projeto Ademar Guerra desse ano. Criado em 1997, o projeto tem como objetivo principal propiciar orientação artística especializada a grupos teatrais em atividade no interior. Esta orientação se dá através da contratação e envio de profissionais de teatro para atuarem junto aos grupos selecionados, num processo pedagógico de acompanhamento de seus processos de pesquisa e montagem de espetáculos.
Neste dia o grupo Athos desenvolveu a atividade aberta ao público de compartilhamento de seus processos teatrais. A encenação do clássico de Gil Vicente, O Auto da Barca do Inferno, além de ser assistido, foi debatido pela platéia que pode mergulhar na criação dos personagens, adaptação do texto e estrutura da peça, em um exercício de criação coletiva. Um dado interessante é que o projeto estava sendo apresentado simultaneamente por 29 grupos de teatro, em 27 cidades diferentes do Estado de São Paulo.
A troca de experiências foi intensa entre atores e platéia, trazendo uma nova experiência teatral, não só pela participação criativa do publico como também pela encenação que contou com a rua em frente à Estação como palco.
O compartilhamento de experiências foi com certeza o ponto forte desse evento na Estação, seja na troca de sabores com o Slow Food, no intercambio de indústria e arte no trabalho dos alunos da Unifran, na partilha sonora da banda Mamulengo e na parceria criativa com o projeto Athos de Rua.
Fica aqui a dica: participe e principalmente compartilhe dos eventos realizados pela Associação Estação Cultural.
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